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Hanan al-Shaykh - Escritora

Hanan al-Shaykh

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Romancista, autora de contos e dramaturga, Hanan al-Shaykh é uma das escritoras mais aclamadas do mundo árabe. As suas obras, traduzidas para diversas línguas, lidam com o papel da mulher na sociedade, as relações de poder entre ambos os sexos, e a instituição do casamento.

Nascida em Beirute, em 1945, no seio de uma família islâmica conservadora, frequentou uma escola primária de inspiração religiosa. Foi mais tarde, na Escola Ahliyyah, que começou a escrever, como forma de contornar as restrições à sua liberdade e a opressão exercida pelo pai e pelo irmão. Aos dezasseis anos, tinha já ensaios publicados no jornal al-Nahar. No Colégio Feminino Americano do Cairo iniciou a escrita do seu primeiro romance, Intihar Rajul Mayyit, que viria a publicar em 1970.

Antes de enveredar pela ficção, trabalhou como jornalista em Beirute. Em 1976, a guerra civil fê-la abandonar o Líbano. Partiu para Londres, onde se estabeleceu de forma permanente em 1982.
A sua projecção internacional teve origem no romance Hikayat Zahrah (The Story of Zahra, 1980), escrito em Londres, e cuja publicação custeou pessoalmente, por não encontrar no Líbano nenhum editor que o aceitasse. Uma narrativa inebriante e provocatória sobre uma rapariga libanesa, durante a guerra civil, que foi banida na maioria dos países árabes.

Nos anos seguintes, escreveu Women of Sand and Myrrh, considerado pela Publishers Weekly um dos 50 melhores livros de 1992, e ainda Beirut Blues, Only in London, I Sweep the Sun Off Rooftops e The Persian Carpet, todos traduzidos em inglês. Para além de desafiar de forma corajosa as noções de sexualidade, obediência e modéstia, Al-Shaykh celebra os aspectos da cultura árabe que fortalecem a posição da mulher, recusando a sua vitimização. Hikayati sharhun yatul: riwayah (The Locust and the Bird: My Mother's Story, 2005) é inspirado na história da sua mãe, Kamila, forçada a casar muito cedo, e que abandonou a família para ir viver com o seu amante, Muhammad.

O seu último projecto, de 2011, consistiu numa “re-imaginação” de dezanove contos de As Mil e Uma Noites, adaptados para uma peça de teatro e para um livro.

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