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Edição 2017

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Diários de Sintra

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Leitura de diários e cartas de W. H. Auden, Christopher Isherwood e Stephen Spender.


Em meados dos anos 30, Christopher Isherwood e Stephen Spender, aos quais se juntaria depois W. H. Auden, os três escritores ingleses mais importantes daquela geração, viajam de barco de Inglaterra para Portugal, com Sintra como destino. A sua ideia era, junto com outros amigos, entre eles Humphrey, irmão de Spender, e Tony Hyndmann, alugar ali uma grande casa onde pudessem viver livremente “todos juntos para sempre”.

Dedicam o seu tempo à escrita, às conversas, a conhecer Sintra, que evocava grandes figuras literárias, como o libertino William Beckford ou Byron, com umas escapadelas a Lisboa e ao Casino do Estoril (o poema Casino, de Auden, de 1936, foi escrito depois de uma destas visitas, com Isherwood, com quem trabalhava na altura na peça de teatro The Ascent of F6). Durante este tempo, mantêm um diário comum, que vai do final de 1935 a meados de 1936, no qual narram as suas histórias e anotam as suas observações.

A Europa desmoronava-se e pairava no ar o espectro da guerra, que não tardaria a chegar. Primeiro, a guerra civil espanhola, logo seguida da Segunda Grande Guerra. Por isso, nestes diários (e cartas) surgem questões políticas à mistura com os sentimentos, que os autores transferem também para as obras em que na altura trabalhavam. O livro, que não está editado no nosso país, é o resultado de uma aturada investigação de Matthew Spender, escultor e escritor, filho de Stephen, e permite-nos ler, na primeira pessoa, as impressões sobre Sintra, Portugal e a Europa num período de extrema conturbação, de três escritores de excepção, figuras notáveis da cultura do século XX.

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