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A Casa na Praça Trubnaia - Filme-concerto

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A Casa na Praça Trubnaia é uma comédia de 1928 do cineasta russo Boris Barnet, construída como uma sátira à hipocrisia da pequena-burguesia que, na sequência da Nova Política Económica (NEP) de Lenine, sobrevivera à Revolução de 1917 e que sorrateiramente continuava a explorar os necessitados, iludindo os sindicatos.

Os Mão Morta, na versão Redux – um retorno ao formato trio dos primórdios, agora com Adolfo Luxúria Canibal, Miguel Pedro e António Rafael –, compuseram uma banda-sonora original para esta obra-prima do cinema mudo soviético e tocam-na ao vivo, acompanhando a exibição.

MAIS SOBRE O FILME

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O grupo Mão Morta foi formado em Novembro de 1984, em Braga, por Joaquim Pinto, Miguel Pedro e Adolfo Luxúria Canibal. Após a estreia em Janeiro de 1985, ganha em 1986 o Prémio de Originalidade no III Concurso de Música Moderna do Rock Rendez-Vous, o que lhe traz as primeiras críticas positivas da imprensa. É convidado para a primeira parte de grupos estrangeiros como Gun Club, Wire ou Nick Cave e começa a rodar por todo o país. Em 1988 grava o seu primeiro disco, homónimo, entusiasticamente recebido e que viria a recolher rasgados elogios de personalidades tão diversas como Nick Cave ou Jello Biafra (Dead Kennedys).

Em 1993 edita Mutantes S.21, que se torna um êxito. Interessa então as majors e assina com a BMG. Em 1995, no seu 10.º aniversário, o grupo é agraciado com a Medalha de Mérito - Grau Prata do Município de Braga. Em 1997 Mão Morta encena Müller no Hotel Hessischer Hof, sobre poemas de Heiner Müller, considerado uma revolução no seu trabalho, tendo o espectáculo acumulado salas esgotadas e o disco a que deu origem permanecido várias semanas no top de vendas. O mesmo entusiasmo acolhe o disco de 1998, Há Já Muito Tempo Que Nesta Latrina o Ar Se Tornou Irrespirável, consagrado aos situacionistas, tendo a digressão que se lhe seguiu terminado com um devastador concerto no mítico Coliseu dos Recreios, em Lisboa, na comemoração do 15.º aniversário do grupo.

A partir de 1999, depois de uma estreia em 1986 em Vigo, na Galiza, Mão Morta retoma os concertos no estrangeiro (Espanha, Itália, França, Brasil). Em 2001 recebe o Prémio Carreira Blitz. Em 2002 o seu álbum Primavera de Destroços recebe o Prémio Blitz para o Melhor Disco do Ano enquanto Mão Morta recebe o Prémio Blitz para Melhor Grupo do Ano. Em 2003 a editora Cobra, formada no seio do grupo, estreia-se com um registo ao vivo dos aclamados concertos de Mão Morta, Carícias Malícias. Em 2004, para o seu 20º aniversário, edita Nus, que bate todos os máximos de vendas da banda e é considerado pela imprensa especializada Melhor Disco do Ano. Em 2007 estreia Maldoror, novo espectáculo musical na senda de Müller no Hotel Hessischer Hof, agora com excertos de Os Cantos de Maldoror, do Conde de Lautréamont. Em 2009, o grupo, convidado pelo festival de cinema Curtas Vila do Conde, aventura-se na criação de música original para 4 curtas-metragens da cineasta experimental norte-americana Maya Deren, editada em disco e em DVD com o título Rituais Transfigurados.

Em 2012, no encerramento da Capital Europeia da Cultura, apresenta Então Ficamos…, um espectáculo de comunidade envolvendo 600 habitantes do concelho de Guimarães. Em 2014, num outro espectáculo de comunidade, Chão, com 40 mulheres de Paredes de Coura, o grupo apresenta-se na versão Redux, num retorno ao formato trio da sua génese, agora com Adolfo Luxúria Canibal, Miguel Pedro e António Rafael. Ainda em 2014 edita Pelo Meu Relógio São Horas de Matar que, em plena crise económica e com o país dominado por uma musculada política de austeridade, gera enorme polémica e um aceso debate em vários órgãos da comunicação social e nas redes sociais, confirmando o singular poder do grupo para agitar as pacatas águas da música nacional.

Em 2016 apresenta-se com a Remix Ensemble, a sinfonieta da Casa da Música, numa série de espectáculos comemorativos do 100.º aniversário do Theatro Circo, com enorme êxito de crítica e de público, tendo a gravação do concerto de estreia sido editada em disco no ano seguinte com o título Nós Somos Aqueles Contra Quem os Nossos Pais Nos Avisaram. Em 2017 Mão Morta repôs em palco a integralidade do disco Mutantes S.21 com a projecção de ilustrações propositadamente criadas para o efeito e manipuladas digitalmente em tempo real. Um desses espectáculos daria origem a um documentário Mutantes S.21 - 25 Anos Depois, estreado em 2019 no dia de abertura do festival Curtas Vila do Conde.

Em 2019 Mão Morta cria um espectáculo de dança, No Fim Era o Frio, com 6 bailarinos, que estreia no festival de dança contemporânea Guidance, em Guimarães. Esse é também o título do seu novo álbum de originais, que se junta assim aos outros 19 álbuns da sua discografia, grande parte deles sistematicamente incluídos nos diversos balanços dos melhores discos de sempre da música portuguesa.

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Filme-concerto com Mão Morta

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