Lisbon & Estoril Film Festival

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Edição 2021

Filmes

Ciclos Temáticos - A Morte de Deus

Ficha técnica:

Argumento: Jean-Luc Godard
Direcção de Fotografia: Pierre Binggeli, Hervé Duhamel
Edição: Jean-Luc Godard

História(s) do Cinema

Um filme de Jean-Luc Godard

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Durante cerca de 10 anos, Jean-Luc Godard construiu um dos projectos mais ambiciosos da história do cinema – História(s) do Cinema – uma montagem de arquivos visuais e sonos sonoros (excertos de filmes, reproduções de fotografias e de quadros, citações literárias e musicais) num filme estonteante que examina a história do cinema relacionando-a com a história do séc. XX. 

Uma densa antologia em forma de filme sobre cinema, História(s) do Cinema é uma defesa da sétima arte como a única forma de arte capaz de contar o século XX, o primeiro século da história iminentemente imagético e no qual se “faz cinema a partir das imagens do cinema” (Giorgio Agamben).
  • Título original:

    Histoire(s) du cinéma
  • País:

    França, Suíça
  • Ano:

    1989
  • 51' Legendas: EN, PT

Ficha técnica:

Argumento: Jean-Luc Godard
Direcção de Fotografia: Pierre Binggeli, Hervé Duhamel
Edição: Jean-Luc Godard

Realizador

Jean-Luc Godard

Jean-Luc Godard é indiscutivelmente o cineasta vivo cujo pensamento e obra fílmica mais influências exerceram (e mais análise teórica e crítica suscitaram, sendo que o seu efeito incalculável se prolonga) sobre o cinema moderno e outros domínios artísticos.

Com um percurso feito em vários andamentos – dos princípios defendidos nos tempos de crítico nos Cahiers du Cinéma, passados ao acto na estética da Nouvelle Vague, de que foi figura de proa (com o seminal À Bout de Souffle a abrir um conjunto de títulos igualmente marcantes, como Viver a sua Vida, O Desprezo, Pedro, o Louco, Made in U.S.A. ou o cáustico Week-End, onde se declara o fim do próprio cinema), aos experimentais filmes-ensaio recentes (Filme Socialismo e Adeus à Linguagem), passando pelo período mais radical (o do Grupo Dziga Vertov), estética e politicamente – Godard ergueu um corpo de trabalho imenso e desafiador.

A sua obra, profundamente reflexiva, plena de citações, referências ou alusões de várias origens (cinematográficas, literárias, musicais, filosóficas, científicas, de teoria política), capaz de fundir ‘alta’ e ‘baixa’ cultura, trabalhando de forma inovadora as imagens de arquivo, o vídeo (toda a produção da SonImage, a companhia que fundou com Anne-Marie Miéville em 1972 é um pequeno mundo a descobrir) e o 3D, interpela a História (e a história do cinema, com um clímax no monumental História(s) do Cinema), os traumas do nosso tempo e a linguagem (e os seus limites) com que (não) comunicamos, sempre com uma assinatura absolutamente inconfundível.

É a este autor incontornável que o Lisbon & Estoril Film Festival presta homenagem na décima edição, com a retrospectiva integral da sua obra e um Simpósio Internacional, Godard vu par....
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