Lisbon & Estoril Film Festival

Filmes

Homenagens e Retrospectivas - Tony Gatlif

Prémios:

Festival de cinema de Locarno 1997 - Leopardo de Prata

Ficha técnica:

Argumento: Tony Gatlif
Director de Fotografia: Eric Guichard
Edição: Monique Dartonne

O Estrangeiro Louco

Um filme de Tony Gatlif

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Stéphane (Romain Duris), um jovem parisiense, parte para a Roménia em busca de Nora Luca, uma cantora cigana duramente criticada por activistas Rom por supostamente denegrir a imagem da comunidade Rom, que o pai ouvia incessantemente nos seus últimos dias de vida. A sua procura leva-o até uma aldeia cigana onde faz amizade com Izidor (Izidor Serban) e testemunha as dores e alegrias da experiência Romani.

Distante das romantizações das comunidades ciganas, Tony Gatlif continua em O Estrangeiro Louco fiel ao retrato das minorias excluídas da representação dominante do cinema, retrato esse que mostra a comunidade cigana em toda a sua vitalidade, paixão e talento, mas também na sua tendência para a embriaguez, o crime e a violência, resultado da segregação e xenofobia do mundo ao seu redor.
  • Elenco:

    Romain Duris, Rona Hartner, Izidor Serban, Florin Moldovan, Ovidiu Balan, Dan Astileanu
  • Título original:

    Gadjo Dilo
  • País:

    Roménia, França
  • Ano:

    1997
  • 113’ Legendas: PT, EN

Prémios:

Festival de cinema de Locarno 1997 - Leopardo de Prata

Ficha técnica:

Argumento: Tony Gatlif
Director de Fotografia: Eric Guichard
Edição: Monique Dartonne

Horários

Realizador

Tony Gatlif

Nascido em 1948, em Argel, com o nome Michel Dahmani, Tony Gatlif deixou a capital argelina na viragem dos anos 60 rumo a França. A sua estreia como realizador dá-se em 1975, com La Tête en ruines. No início dos anos 80 realiza Corre Gitano, a sua primeira obra sobre a condição do povo cigano. Depois de Les Princes (1983), com o qual obtém o reconhecimento da crítica, prossegue o seu trabalho sobre a cultura rom em Latcho Drom (1992), um documentário sobre a música cigana que ganhou o prémio da secção Un Certain Regard no Festival de Cannes. Em 1997, com o elogiado Gadjo Dilo, sobre um jovem francês que viaja até à Roménia em busca de uma cantora desaparecida, conquista o Leopardo de Prata no Festival de Locarno. Os seus filmes já estiveram por diversas vezes na Secção Oficial do Festival de Cannes, que lhe atribuiu, em 2004, pelo autobiográfico Exílios, o Prémio de Realização. Tom Medina (2021), também estreado em Cannes, é o seu 19.º filme, antecedido por outras obras de relevo como Korkoro (2009), Indignados (2012), Geronimo (2014) ou Djam (2017).
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