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Abraça-me com Força – a estreia do melodrama melancólico de Mathieu Amalric no LEFFEST’21

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O LEFFEST’21 tem a honra de receber Mathieu Amalric na exibição inédita em solo nacional da sua oitava e mais recente longa-metragem, Abraça-me com Força, que teve a sua estreia na última edição do Festival de Cannes.

Um dos mais prestigiados actores franceses da actualidade, Mathieu Amalric é também um dos realizadores mais originais da nova geração do cinema de autor francês. 

Como actor, Amalric já colaborou com os maiores nomes do cinema contemporâneo, entre eles Wes Anderson, em Crónicas de França do Liberty, Kansas Evening Sun(2021), filme de inauguração do LEFFEST’21, Roman Polanski, Eugène Green, Alain Resnais, David Cronenberg, François Ozon, no recente Correu Tudo Bem (2021), filme com estreia em Portugal no LEFFEST’21, Sofia Coppola e Olivier Assayas.

Desde os anos noventa, tem vindo a consolidar a sua obra como realizador, da qual se destacam Mange Ta Soup (1997), La Choise Publique (2003), La chambre bleue (2014) e Barbara (2017), vencedor do Un Certain Regard no Festival de Cinema de Cannes e, o mais recente, Abraça-me com Força.

Adaptado da peça de teatro Je reviens de loin, de Claudine Galea, Abraça-me com Força, apresenta-nos a história misteriosa de Clarisse (Vicky Krieps), uma mulher que aparenta estar a debater-se com a ideia de abandonar o marido (Arieh Worthalter) e os filhos.

O que terá levado Clarisse a deixar a família? O que terá acontecido com a família depois desse momento? Estamos perante memórias, projecções ou vivências? 

O filme adensa todas estas dúvidas numa vertiginosa estrutura narrativa mergulhada num abismo de espectros, efeitos telescópicos, ecos, sobreposições, flashbacks e flashforwards.

Realidade e imaginação tornam-se difíceis, se não mesmo impossíveis, de distinguir e as cenas interpelam-se sem qualquer ordem lógica ou temporal numa dialéctica entre proximidade e distância na qual oscila a fuga de Clarisse.

Envolto em melancolia, o filme desvela-se um melodrama sobre a perda, cuja natureza incompreensível e, por vezes alucinatória, encontra na imaginação e na memória a única possibilidade de luto, de compreensão e de superação da realidade da perda.

Um filme pungente sobre a fragilidade para que somos atirados quando um evento vital irrompe tragicamente as nossas vidas, Abraça-me com Força estreia, com a presença do realizador, na 15ª edição do festival.
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